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Réu no assassinato de Eliza Samudio é morto a tiros


Por marciobasso 22/08/2012 - 03h35

Sérgio Rosa Salles, primo do goleiro Bruno Souza, foi assassinado por volta das 7h da manhã desta quarta-feira (22) em Belo Horizonte. Assim como Bruno, Salles também é réu no caso Eliza Samudio.
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, a vítima havia acabado de sair para trabalhar e estava caminhando na rua, localizada no bairro Minaslândia, quando foi abordada por dois suspeitos, em uma moto, que dispararam vários tiros e fugiram. O corpo da vítima foi retirado do local por volta das 10h30, e os trabalhos da perícia foram concluídos.
Segundo o sargento Célio José de Oliveira, do 13º Batalhão da Policia Militar, Salles levou seis tiros – um no rosto e os demais pelo corpo. “Pela quantidade de tiros, a hipótese mais provável é mesmo que foi uma execução”, disse o sargento. “Testemunhas disseram que o Sérgio correu e pediu por socorro antes de ser baleado.”
O delegado titular da Delegacia de Homicídios de Belo Horizonte, Breno Pardini, disse também acreditar em execução. “A perícia foi feita minuciosamente, e as equipes estão em campo para fazer os levantamentos relativos à execução”, afirmou.
Salles havia deixado a penitenciária Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves (região metropolitana de Belo Horizonte), em agosto do ano passado. Na ocasião, questionado se se sentia injustiçado por ter ficado preso por mais de um ano, Salles afirmou que “só a Justiça poderá responder isso”.
O advogado do réu, Marco Antonio Siqueira, afirmou na ocasião que seu cliente era apenas uma testemunha do processo e, portanto, não deveria ter sido preso. Carlos Alberto Salles, pai de Salles, disse que Bruno também deveria ser solto por ser um “menino muito bom para a família”. A casa que os Salles moram, em Belo Horizonte, foi dada pelo goleiro.
Restrições
Solto, Salles teria que respeitar algumas restrições impostas pela juíza Fabiane Lopes Rodrigues, do 1º Tribunal do Júri de Contagem. Nos dias em que não estivesse trabalhando, o réu não poderia sair de casa, e, caso precisasse sair da capital mineira, teria de pedir autorização à Justiça.
Além de Salles, dos sete réus acusados pela morte de Samudio, quatro respondem em liberdade: Dayanne de Souza, ex-mulher do goleiro; Fernanda Castro, ex-amante de Bruno; Elenílson Vítor da Silva, ex-administrador do sítio em Esmeraldas (MG); e Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, amigo do atleta.
Um primo do goleiro, menor de idade, cumpre medida socioeducativa em Minas Gerais por prazo indeterminado – a cada seis meses a sua situação é reavaliada pela Justiça. A pena poderá se estender por até três anos, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Bruno e Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão e braço direito do atleta, vão a júri popular por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Já o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, será julgado por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Rayder Bragon
Do UOL, em Belo Horizonte