Rede Novo Tempo de Comunicação

Polícia mata sequestrador de ônibus nas Filipinas


Por marciobasso 23/08/2010 - 11h53

A polícia das Filipinas confirmou nesta segunda-feira que foi morto a tiros o ex-agente Rolando Mendoza, 55, que sequestrou um ônibus de turismo com 25 a bordo na capital Manila. Há relatos de que ao menos quatro dos turistas reféns também morreram, mas a polícia não confirma.
“O sequestrador foi morto. Ele escolheu trocar tiros com nossos homens”, disse o coronel da polícia Nelson Yabut, a repórteres. “No nosso primeiro ataque, capitão Mendoza estava no meio do corredor e atirou contra um de nossos agentes”, contou.
As imagens de TV mostraram a polícia retirando um corpo pela frente do ônibus antes de entrar no veículo e mais outros corpos sendo retirados após o fim do sequestro. A agência de notícias France Presse, que cita um médico, disse que ao menos quatro turistas foram mortos.
Já a agência de notícias Associated Press relata que ao menos seis passageiros morreram. Uma mulher em estado grave foi levada ao Hospital Manila.
Outros nove reféns –mulheres, crianças e idosos– foram libertados mais cedo por Mendoza. O motorista do ônibus conseguiu escapar.
A polícia de Manila entrou cerca de meia hora antes no ônibus pela porta de emergência do veículo. Eles usavam escudos de proteção e furaram os pneus para impedir o deslocamento do ônibus. Pouco depois, foi possível ouvir som de disparos.
Mais cedo, a polícia confirmou que Mendoza disparou seu fuzil M-16 contra os reféns. Em declarações a uma rádio local, o ex-policial ameaçou matar os reféns caso as forças de segurança se aproximassem. “Estou vendo muitos Swat (comando de intervenção). Sei que querem me matar. Todos têm que ir, senão farei o mesmo aqui a qualquer momento”, disse.
SEQUESTRO
O sequestrador fez sinal para o ônibus parar no ponto histórico de Intramuros e depois declarou o sequestro quando o veículo chegou no Parque Jose Rizal, aproximadamente às 9h (22h deste domingo em Brasília). Ele entrou no ônibus com seu uniforme de polícia e armado com um fuzil automático M-16 e outras armas de menor porte.
A gerente da agência de viagens Hong Thai Travel Services Ltd., Susanna Lau, disse que o grupo era de Hong Kong (China) e havia viajado em 20 de agosto para visitar Manila. Eles deveriam voltar à China nesta segunda-feira. Segundo Lau, havia um guia turístico de Hong Kong e 20 turistas do território –três crianças e 17 adultos– no ônibus.
Mendoza exigia seu emprego de volta, um ano após ser demitido, segundo o chefe de polícia Rodolfo Magtibay. Ele queria ainda conversar com a imprensa filipina e pediu que seu filho, também policial, fosse levado ao local. Os pedidos foram escritos em pedaços de papel e colados nas janelas dos ônibus.
Segundo relatos dos jornais locais, em 2008, ele estava entre os cinco policiais acusados de roubo, extorsão e ameaças contra um chef de um hotel de Manila. O chef prestou queixa dizendo que os policiais estavam tentando extorquí-lo com ameaças de acusá-lo de usar drogas.
Gregório, irmão mais novo de Mendoza e também policial, disse que ele se sentiu injustiçado quando foi demitido. “Ele ficou desapontado que fazia um bom trabalho na polícia, mas foi demitido por um crime que não fez”.
Horas depois de controlar o ônibus, Mendoza libertou duas mulheres, três crianças, um homem que sofre de diabetes e três filipinos –incluindo um guia turístico e um fotógrafo. O motorista do ônibus conseguiu escapar, ainda em circunstâncias não esclarecidas.
Fonte: Agências de Notícias