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'Não há por que existir tratamento diferenciado', diz o jurista Ives Gandra


Por marciobasso 13/05/2011 - 10h38
O jurista Ives Gandra é contrário à distribuição do material em vídeo – que trata dos temas transexualidade, bissexualidade e da relação entre duas meninas lésbicas – concebido pelo MEC. Segundo ele, não é papel da escola discutir a opção sexual. Ele também acha que todos os direitos estão garantidos na Constituição. Segundo Gandra, não há por que existir “tratamento diferencial”, que pode culminar em privilégios.
O sr. é a favor da veiculação dos vídeos produzidos pelo MEC nas escolas públicas?
Não. Quando nascemos, temos uma opção natural pelo sexo oposto, que é o que garante a preservação da nossa espécie. Não podemos indicar que se ensine isso na escola para crianças. Enquanto o jovem não tem formação definitiva, sou contra mostrar esse material. Eu não tenho nenhum tipo de preconceito, mas penso que ele não deve ter contato antes, essa é uma opção que se faz mais tarde.
O sr. acha que as escolas não devem discutir esses temas com seus professores e alunos?

Penso que a opção do jovem tem de ser natural. Enquanto informação, acho que é melhor a escola ensinar e discutir valores com seus estudantes. A questão não é simplesmente não falar, mas não acho que se deve dar tanta importância a esses assuntos. O sexo é um tema ultravalorizado hoje em dia.
O Estado de S.Paulo
O sr. acha que algumas metas dispostas no plano podem ser vistas como privilégios?
Tudo o que se tenta privilegiar, à luz do argumento de que isso tenha sido discriminado, acaba culminando numa discriminação às avessas. Não aceito nenhum tipo de discriminação. Todas as garantias estão na Constituição. Não há por que existir tratamento diferenciado.