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Liga Árabe pede fim do bloqueio a Gaza


Por admin 17/06/2010 - 09h43


CAIRO (EFE) – A Liga Árabe decidiu nesta quinta, 3, em reunião extraordinária, pedir ao Conselho de Segurança das Nações Unidas o fim do bloqueio de Israel sobre a Faixa de Gaza, e processar judicialmente Israel.
A decisão foi tomada durante uma reunião de quase cinco horas, na sede da organização, com a participação dos ministros de Assuntos Exteriores árabes. Eles debateram o ataque israelense contra a frota que transportava ajuda humanitária à Faixa de Gaza, que deixou nove mortos
O conselho ministerial da Liga Árabe decidiu “romper e desafiar o bloqueio israelense por todos os meios”, disse em entrevista coletiva no final da reunião o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa. A tarefa de fazer com que o Conselho de Segurança da ONU se reúna será do Líbano, país que ocupa um posto não-permanente no órgão.
O Conselho de Segurança, acrescentou Moussa, “deve aprovar uma condenação (a Israel) e pôr fim ao bloqueio” de Gaza, que começou em junho de 2007 e permite a seus habitantes receberem uma limitada quantidade de produtos.
Quanto às negociações de paz indiretas entre palestinos e israelenses, com a mediação americana, Moussa disse que “se não houver resultados”, o processo voltará a ser “totalmente” revisado. Nós estamos esperando esse avanço, embora saibamos que não acontecerá”, ressaltou.
Na reunião de hoje, a Síria esperava a aprovação pela Liga Árabe de uma proposta para que fossem suspensas as negociações indiretas entre palestinos e israelenses, mas a iniciativa não foi adiante.
Mesmo assim, Moussa advertiu que, se o diálogo indireto não prosperar, “a iniciativa de paz árabe não permanecerá para sempre na mesa de negociações”.
Por enquanto, os 22 de membros da Liga Árabe decidiram cumprir uma das resoluções aprovadas na cúpula de Sirte (Líbia), que estabelece a cessação de qualquer tipo de relação com Israel, ainda que Egito e Jordânia já tenham assinado tratados de paz com os israelenses.
Além disso, Moussa ressaltou que, para aliviar o sofrimento dos habitantes de Gaza, o Egito abriu a passagem fronteiriça de Rafah,entre o país e a Faixa.
Quanto ao ataque israelense, os árabes condenaram e mostraram sua satisfação com a decisão do Conselho de Direitos Humanos da ONU de realizar uma investigação independente sobre eventuais violações do direito internacional.
Além disso, foi solicitada a Israel a libertação imediata dos ativistas que ficam em seu territórios, dos navios e da carga humanitária que transportavam.
Horas depois da reunião árabe, os últimos 500 ativistas que estavam detidos deixaram Israel. A expulsão dos ativistas foi decidida ontem à noite pelo governo de Benjamin Netanyahu, depois de uma forte pressão da comunidade internacional.
EFE