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"Hosni Mubarak não renunciou, ele sofreu um golpe militar técnico", afirma professor da Unicamp


Por marciobasso 14/02/2011 - 04h19

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, não renunciou ao poder, ele sofreu um golpe militar “técnico”. A declaração é do especialista em Oriente Médio Pedro Paulo Funari, da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp . A versão, inédita nos grandes veículos de comunicação, foi dada hoje durante uma entrevista realizada pelo programa Conexão NT, da Rádio Novo Tempo.
De acordo com o professor titular do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e História da Unicamp, “o exército egípcio, na verdade, foi e continua sendo a grande fonte de poder do regime”. Ele diz que “desde a revolução de 1952, todos os governantes foram militares”.
Sobre o porquê das manifestações ainda continuarem, Funari explica que os “militares não deixaram o poder, ao contrário, eles deram um golpe militar, retirando o Mubarak, devido à sua impopularidade”.

Após 18 dias de manifestações populares, militares forçam a renúncia do ditador Mubarak


Por isso, argumenta Funari, os manifestantes têm receio de que não se chegue a uma democracia. Segundo o coordenador do Centro de Estudos Avançados da Unicamp, a população egípcia está receosa de que os militares não mantenham o compromisso de transferir o poder para um governo civil. A maior evidência, ressalta Funari na entrevista ao programa Conexão NT, é a manutenção do gabinete de Hosni Mubarak. O Conexão NT vai ao ar todos os dias, das 12h05 às 13horas, através da Rádio Novo Tempo (www.novotempo.com/radio). 
Confira abaixo a entrevista completa com Pedro Paulo Funari. 
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