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Forças Armadas devem continuar no Rio até julho de 2011


Por marciobasso 30/11/2010 - 07h54

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, vai oficializar nesta terça-feira o pedido para que as Forças Armadas continuem o policiamento nos recém-reconquistados territórios da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão até que seja possível instalar duas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nas comunidades. A expectativa é de que 2.000 homens da chamada Força de Paz do Ministério da Defesa fiquem responsáveis pela segurança dos locais até julho de 2011.
“Essas forças de paz tem papel importante porque as UPP’s tem uma filosofia que passa por treinamento de novos policiais no complexo há contingente significativo para fazer o patrulhamento na comunidade. Esse contingente que faz patrulhamento ostensivo muito complicada na presença do crime e uma população tem enorme esperança dar todas as garantias”, disse.
Ao lado do vice-governador Luiz Fernando Pezão, Cabral se reuniu na noite de segunda por mais de três horas com a presidente eleita, Dilma Rousseff, na Granja do Torto, residência oficial da Presidência cedida para a petista até a posse.
O governador deixou o encontro afirmando que Dilma considerou as ocupações nas duas comunidades na última semana positivas e que ficou claro que as UPPs são um “novo marco” na política de segurança do Rio e do país.
O governador negou que tenha tratado de recursos para as ações de combate ao crime organizado com a presidente eleita. Cabral disse que as ações estão garantidas financeiramente. “Nós temos os recursos nesse caso com apoio das Forças Armadas e para as implatações das UPP’s. Esse apoio é importante e não precisa requisitar mais nada”.
Cabral inagura nesta terça uma UPP no morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte.
Na reunião, Cabral disse que discutiu a questão de investimento em infraestrutura. “Nós temos o desafio de fazer no Rio nos próximos seis anos mais de três décadas de investimentos em saneamaneto, mobilidade urbana, investimento aeroportuária que diz respeito ao Rio e a São Paulo”.