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Enganados? De modo algum! – Ruben Dargan fala da beleza norte-americana


Por marciobasso 16/08/2010 - 11h19

Estávamos no Aeroporto de O’Hare, em Chicago, afivelando as calças e calçando os sapatos depois da vistoria de entrada na seção de embarque. Eu e minha esposa voltávamos ao Brasil. Naquele momento tivemos sentimentos muito semelhantes. Por que tínhamos de retornar à terra natal?
Ali, nos Estados Unidos, era a nossa pátria. Enfim, encontramos um lugar no qual nos sentíamos cidadãos, gente, seres humanos, valorizados, respeitados, tratados com educação e dignidade. Fomos enganados durante décadas no Brasil a respeito do povo norte-americano.
No percurso dos últimos quarenta anos, a mídia, principalmente a impressa, e os professores com suas teorias antiamericanas, marxistas, fizeram-nos imaginar os Estados Unidos como um país cujo povo era preconceituoso – se isso existe lá, é muito forte da parte dos hispânicos.
Não nos iludimos, é óbvio, com as conquistas militares deles, a invasão das multinacionais e de investidores inconsequentes. No Brasil os militares, os empresários e os investidores conseguem ser piores. Contudo, conhecemos quatro Estados organizados, limpos, com um baixo custo, mas elevado padrão de vida e projetos de formação de bons cidadãos em cada cidade interiorana.
Em Chicago, testemunhamos a inteligência do planejamento urbano e da arquitetura diversificada, arrojada e criativa, e ficamos pasmos diante do complexo de parques centrais, nos quais se contemplam a riqueza histórica de museus e a intelectualidade de universidades e bibliotecas.
Downtown foi reconstruída depois de um incêndio que mutilou a metade da cidade no quarto final do século 19. Preocupados em restaurar sem causar novos estragos à natureza – leia-se Lago Michigan, orla lacustre e Rios East e Chicago -, a prefeitura contratou um arquiteto alemão, da Escola de Bauhaus. Ele projetou o que até hoje é admirado pelos turistas e especialistas na área.
Se a obra desse alemão consegue eclipsar outras maravilhas do mundo contemporâneo, atraindo a atenção de quem visita Chicago para o Downtown, fica difícil imaginar na esfera finita o que Deus prepara para os seus filhos num contexto infinito. O fato real é que a humanidade tem sido enganada por um pretenso destinador concorrente com a promessa de felicidade terrena.
Ao contemplarem as maravilhas que não subiram ao coração humano, os salvos do Destinador Jesus perceberão o quão enganados eles foram durante milênios. No entanto, pela graça redentora dEle, eles podem herdar a vida eterna. Acima de qualquer outro desejo, essa viagem fez bem à minha espiritualidade e alimentou ainda mais a vontade de ver Jesus em breve.
Com certeza, foram os quinze dias mais felizes desses quase cinquenta anos de existência. Em alguns momentos eu senti a mesma felicidade quando criança. Eis mais um dado à compreensão da referência de Jesus quanto à necessidade de se tornar “criança” para entrar no Reino dos Céus.
Concluo sustentando a convicção de que nenhum título acadêmico, riqueza terrena ou benefício passageiro substituirá o compromisso com a missão de finalizar a obra comissionada por Jesus a fim de alcançar, logo logo, a vida de perene e inacabável alegria.
Ruben Dargan Holdorf é jornalista