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Empresas incentivam invenções importantes


Por marciobasso 27/09/2010 - 01h39

Uma reportagem especial do “Wall Street Journal” mostra que os Estados Unidos estão tentando retomar uma prática que consagrou inventores como Alexander Graham Bell e Thomas Edison: a distribuição de prêmios às pessoas que realizem inovações relevantes.

Vencedor de concurso, este carro faz 100 milhas com 3,6 litros de combustível


Se no século 19 a AT&T incentivou Bell e a General Motors premiou Edison, agora o Google, uma empresa de 12 anos de idade, aparece como um dos protagonistas do estímulo à inovação. A companhia dará US$ 30 milhões à primeira equipe privada que conseguir lançar à Lua um veículo com controle remoto que seja capaz de explorar a superfície do satélite natural.
Também há instituições não governamentais sem fins lucrativos que premiando inovações. No começo deste mês, conta o “Journal”, três equipes dividiram US$ 10 milhões por inventarem o primeiro carro com eficiência de 100 milhas por galão ou equivalente.
O prêmio foi concedido pela X Prize Foundation, uma entidade que já tem 15 anos e premia projetos de inovação. Essa mesma instituição agora vai pagar outros US$ 10 milhões para quem encontrar uma forma de fazer sequenciamento genético com rapidez e baixo custo.
A prática de incentivar grandes inovações na sociedade moderna, segundo a reportagem, começou em 1714, quando o Parlamento britânico aprovou o Longitude Act, que premiava as pessoas que conseguissem superar determinadas dificuldades que havia, na época, para medir a longitude no mar.
O “Journal” nota que esse tipo de premiação aparece e reaparece em momentos de dificuldade econômica.
Fonte: Sílvio Guedes Crespo, do Radar Econômico