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De Eliza Samudio ao casamento gay na Argentina


Por admin 19/07/2010 - 09h00

Amilton Menezes


Os detalhes sórdidos e macabros de como, provavelmente, morreu Eliza Samudio nos remetem à crueldade e falta de amor no coração de uma parcela cada vez mais crescente da população. Independente de ser rica ou pobre, culta ou analfabeta, famosa ou desconhecida. Os registros históricos retratam o sentimento de impiedade, amplificados no século passado e, cada vez mais chocantes no presente século.
Parece até que Paulo, escritor judeu, passou este mês pelo nosso mundo “moderno” e escreveu uma carta para os seus conterrâneos: “todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem… a garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a tem cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz”.(Bíblia – Romanos, capítulo três, versos doze a dezoito).
Enquanto isso, a Argentina ostenta o título de primeiro país da América do Sul a aprovar a união de pessoas do mesmo sexo. Os demais países seguirão, inevitavelmente, o mesmo caminho largo. A história se repete. Não tenha nenhuma dúvida disso. Posições contrárias (tímidas ou pressionadas pelo peso da lei e ameaça da justiça) são sufocadas ou desprezadas, virando motivo de galhofa. Hoje é quase vergonhoso ser hétero. Fidelidade no casamento, então… Casar virgem?! Posso até ouvir as gargalhadas debochadas e reverberadas de alguns que atacam escolhas contrárias à suas tendências, com o argumento de preconceito, gritando nas ruas que precisam ser notados porque têm “orgulho” de como se relacionam sexualmente.