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Crise jogou 60 mi na pobreza em todo o mundo


Por marciobasso 23/07/2010 - 11h48

O diretor do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse na quarta-feira que nos últimos 20 anos houve muito progresso no combate à pobreza em países como Brasil, China, Índia e México, mas que a crise econômica global recente empurrou um enorme contingente de pessoas para baixo da linha da miséria.
Zoellick afirma também que a recuperação da economia mundial, após a crise financeira global, ainda é frágil e incerta.
Em um discurso no México ele sugeriu que a crise econômica empurrou 60 milhões de pessoas para baixo da linha da pobreza. Na América Latina, 10 milhões de pessoas caíram abaixo da linha da pobreza devido à crise econômica que começou em 2008.
O ministro mexicano da Economia, Ernesto Cordero, acredita que 5,8 milhões destes 10 milhões estão no México.
“A boa notícia é que houve muito progresso na redução da pobreza”, disse Zoellick.
“A má notícia é que o sucesso [no combate à pobreza] ainda depende muito de progressos na China, Índia, México e Brasil. Ainda há problemas graves de pobreza, sobretudo na África subsaariana.”
Ainda assim, ele ressaltou que a América Latina tem muita pobreza e o Banco Mundial precisa continuar trabalhando na região.
Zoellick pediu que os governos continuem focados na redução de custos e entraves na abertura de empresas e exportação de produtos. Além disso, ele pediu mais investimentos governamentais em infra-estrutura e educação.
O Banco Mundial anunciou que vai emprestar US$ 800 milhões ao México para projetos de desenvolvimento, infra-estrutura e programas para tornar o transporte mais ecológico.
Estados Unidos
Enquanto o Banco Mundial ainda prevê uma recuperação “frágil e incerta”, o diretor do Federal Reserve, o Banco Central americano, também usou termos parecidos para descrever a economia dos Estados Unidos, um dos principais motores da recuperação mundial.
Ben Bernanke disse na quarta-feira que a perspectiva da economia americana é “estranhamente incerta”. Ele disse que talvez seja necessário adotar mais medidas para estimular a economia, caso ela não se recupere.
Ainda assim, Bernanke disse que os Estados Unidos ainda esperam crescimento ininterrupto, porém moderado.
O índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, caiu 1% depois dos comentários de Bernanke.
Fonte: BBC