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Cientistas defendem abstinência sexual para conter aids


Por marciobasso 05/07/2010 - 03h39

Cientistas que lutam contra a grande epidemia de aids na África defendem uma medida diferente para evitar que a doença se espalhe ainda mais. Os epidemiologistas Alan Whiteside e Justin Parkhurst querem que os governos de países do continente lancem campanhas recomendando que seus cidadãos façam abstinência sexual durante um mês em um período determinado.
Eles citam evidências de que uma pessoa tem maior probabilidade de transmitir o vírus HIV um mês depois de ser infectada. Uma campanha de abstinência poderia reduzir novas infecções em até 45%, afirmam – um grande passo para nações como África do Sul, Zimbábue e Suazilândia.
A pesquisa analisou os casos de grupos religiosos – como os muçulmanos, que não fazem sexo do nascer até o pôr-do-sol durante o Ramadã. Segundo o programa Unaids, das Nações Unidas, em países predominantemente islâmicas, apenas 0,2% da população tem o vírus HIV. “O importante é aceitar que em um período delimitado todos ajam da mesma forma”, afirma Whiteside, da Universidade KwaZulu-Natal, na África do Sul.
Com informações do Zero Hora