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Chávez é acusado de usar a Colômbia para esconder crise


Por marciobasso 27/07/2010 - 03h14

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, invoca ventos de guerra com a Colômbia para fugir dos problemas de seu país e unir os seus partidários em meio a um difícil cenário eleitoral, no momento em que se aproximam as eleições legislativas de setembro. Esta é a opinião de analistas venezuelanos.
Chávez rompeu, no dia 22 de julho, relações com a Colômbia, por causa de uma denúncia sobre uma suposta presença de guerrilheiros na Venezuela.
Desde a ruptura, a crise cresce e Chávez disse no domingo passado que em caso de um conflito armado, também tomaria medidas contra “a chamada oposição venezuelana, a força contra-revolucionária”, para assegurar a soberania e a segurança do país.
Segundo o analista político José Carrasquero, “o presidente Chávez está tratando de aproveitar esta conjuntura com a Colômbia para tratar de confundir a cidadania”.
Venezuela está en recessão econômica desde 2009, passa por crise na generação elétrica e a inflação entre janeiro e junho fica na casa dos 16,3% .
O correspondente da CNTN em Carabobo, Alberto Guzmán, disse que o país vive um clima de medo e que a violência cresce a cada dia. 
Guzmán acredita que Chávez está promovendo uma “cortina de fumaça”, para tirar o foco dos reais problemas. Prova disso, acredita, é a “abertura de microcrédito para os pobres, com o intuito de comprar votos”. Guzmán ainda destaca o perigo de se conceder crédito sem uma orientação prévia.   
O correspondente ressalta que as eleições se aproximam e que o partido vermelho, de Chávez, deve perder para os opositores azuis, que haviam se retirado da política como forma de fazer pressão moral. “A corrupção é terrível em todos os sentidos”, alerta.
Da Redação, com informações da AFP e EFE