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Candidatos à presidência da Colombia recusam negociar com as Farc


Por marciobasso 28/05/2010 - 10h15


Os principais candidatos à presidência da Colômbia afirmaram que não aceitariam soltar guerrilheiros presos pertencentes às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em troca da libertação de reféns.
Em um debate realizado ontem à noite, os candidatos Juan Manuel Santos, do governista Partido Social da Unidade Nacional (conhecido como Partido de la U); Antanas Mockus, do Partido Verde (PV); Noemi Sanín, do Partido Conservador Colombiano (PCC); e Germán Vargas Lleras, do Partido Mudança Radical, argumentaram que este intercâmbio favoreceria as Farc, já que o grupo usaria o sequestro em benefício de seus interesses políticos.
Para Santos, ex-ministro da Defesa do presidente Álvaro Uribe, acordos humanitários “não têm nada de humanitário” e incentivam a guerrilha a realizar mais crimes deste tipo, justamente em um momento em que esta prática foi reduzida.
Mockus, por sua vez, indicou que não se deve negociar com as Farc e defendeu que as libertações unilaterais precisam ser mediadas pela Cruz Vermelha e pela Igreja Católica.
Já os candidatos Gustavo Petro, do esquerdista Pólo Democrático Alternativo (PDA), e Rafael Pardo, do Partido Liberal, disseram que, se eleitos, buscariam um acordo humanitário.
“No dia em que a sociedade colombiana aceitar a troca e converter isso em um instrumento permanente, teremos renunciado à vitória da guerra, a colocar fim a este conflito, e as Farc têm insistido para isso há anos”, observou Vargas.
Já Petro anunciou que, “se as Farc são capazes de liberar todos os sequestrados e assumir o compromisso de não sequestrar mais no futuro, eu faço a troca”.
A questão da segurança e do combate às guerrilhas tem sido ponto-chave na campanha presidencial colombiana. O governo de Uribe, eleito em 2002 e reeleito em 2006, é contrário à negociações e implementa estratégias militares para lidar com os grupos armados.
De acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto para as eleições, que ocorrem no domingo (30), Santos e Mockus estão tecnicamente empatados.
Caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos, haverá segundo turno em 20 de junho.
ANSA