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Bovespa fecha em alta de 0,48% e dólar permanece estável


Por marciobasso 10/08/2011 - 06h48

Em dia de forte oscilação no mercado de ações brasileiro, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) conseguiu fechar em terreno positivo nesta quarta-feira.
Na contramão dos mercados norte-americano e europeu, o Ibovespa, o termômetro dos negócios da Bolsa paulista, subiu 0,48%, atingindo os 51.395 pontos. O giro financeiro foi de R$ 8,19 bilhões.
Ao longo do dia, favorecida pela alta de ações como Petrobras, Vale e OGX, a Bolsa chegou a subir 1,98%, na máxima do dia. As pressões de baixa vindas do exterior, porém, também fizeram o mercado doméstico chegar a 2,35% de queda no início da tarde.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones caiu 4,62% e chegou a 10.719,94 pontos e o Nasdaq, dominado pelo setor tecnológico, caiu 4,08%, para 2.381,05 pontos. O índice ampliado Standard & Poor’s 500 teve baixa de 4,41%, para 1.120,76 pontos.
O dólar comercial foi negociado por R$ 1,625, na venda, em queda de 0,06%. Já o dólar turismo foi vendido por R$ 1,720 e comprado por R$ 1,550 nas casas de câmbio paulistas.
Entre as ações em destaque, OGX subiu 1,83%, enquanto os papéis da BM&FBovespa tiveram elevação de 4,16%, após a divulgação de lucro acima do esperado. Petrobras PN subiu 3,02% e os papéis preferenciais da Vale, 0,26%.
Com a queda dos últimos dias, muitas ações atingiram preço atrativo no mercado de ações brasileiro, incentivando o movimento de compra que ajudou o mercado a se descolar do exterior.
Nos EUA e na Europa, os investidores voltaram às vendas, impulsionados pelo medo de possíveis problemas no setor bancário francês, devido à grande exposição das instituições a títulos de dívida de países europeus com problemas.
“A França tem US$ 350 bilhões em papéis da dívida italiana em seus bancos”, afirmou Dave Rovelli, diretor da Canaccord Adams, à Reuters.
Além disso, o mercado se preocupa com um possível rebaixamento da nota da dívida francesa –que hoje é AAA, sinalizando um dos ativos mais seguros do mundo.
Por conta disso, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, voltou mais cedo de suas férias nesta quarta e prometeu cortar o grande endividamento do país.
Apesar disso, ele não anunciou nenhuma nova medida de austeridade, e seus comentários não foram suficientes para evitar que as ações dos bancos franceses afundassem na Bolsa de Paris hoje.
As três principais Bolsas europeias também caíram. Em Londres, o índice Financial Times registrou variação negativa de 3,05%. Em Paris, o CAC-40 caiu 5,45%. Já em Frankfurt, o DAX apontou queda de 5,13%.
Na Bolsa de Paris, as ações do Société General, em que os investidores concentraram sua atenção, chegaram a cair mais de 20%. Os papéis do BNP Paribas passaram dos 10% de queda.
TERÇA-FEIRA
Ontem, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em forte recuperação, após a pior queda desde outubro de 2008 na véspera.
O Ibovespa, o termômetro dos negócios da Bolsa paulista, subiu 5,10%, atingindo os 51.150 pontos. O giro financeiro foi de R$ 10,33 bilhões. O aumento foi o maior desde outubro de 2009. Ainda assim, a Bolsa paulista registra queda de 13% no mês.
Para Saulo Sabbá, diretor da Máxima Asset, as oscilações no mercado de ações devem continuar. “Para os próximos dias, a única coisa certa é a volatilidade. A direção dos mercados vai depender de notícias que estão por vir, principalmente da Europa”, disse, citando a rolagem das dívida de Itália e Espanha que acontece em setembro.
Fonte: www.folhaonline.com.br