Deuteronômio 12
Por 27/06/2022 - 18h03

Nesta passagem, Moisés expõe as leis principais e trata da centralização do culto. Israel devia cultuar ao SENHOR em um santuário central, em um lugar que ele escolheria, e só deviam fazer sacrifícios nesse lugar. No v.1 começa a exposição dos estatutos e juízos, e nos versos seguintes, a obrigação de destruir a adoração pagã é categórica e necessária, já que essa era a única maneira de fazer prosperar a religião verdadeira do povo israelita.
A lei da centralização do culto (v.4-6) tinha o propósito de guardar Israel do paganismo que proliferava nos santuários ou templos locais (v.29-31). Embora o lugar da morada de Deus seja nos céus, seu “Nome”, isto é, a presença do SENHOR (v.5,7), que revela sua pessoa ou natureza, o representava no santuário, e, nesse sentido, ali ele fazia sua habitação.
Para nós, cristãos, a centralização do culto não é algo bom. De fato, Jesus teve de corrigir a impressão que prevalecia em seus dias de que somente em Jerusalém se podia adorar ou de que um lugar podia ser mais sagrado que outros (João 4.21-23). Mas, nos dias de Josué e dos juízes, a centralização do culto foi uma norma necessária. A religião verdadeira era nova e as religiões falsas estavam bem arraigadas na cultura da Palestina. Outros centros de culto ao SENHOR no país, longe da vigilância dos sacerdotes conhecedores da forma prescrita para adorar a Deus, facilmente teriam sofrido um sincretismo com o paganismo imperante.
Havia vários tipos de sacrifício (v.6). Comer diante do SENHOR (v.7) refere-se a certas ofertas que deviam ser comidas no santuário.
O verso 8 apresenta uma advertência que era necessária. Durante as migrações no deserto e antes da centralização do culto em um lugar de Canaã, não existia a uniformidade de culto em seu modo de ser celebrado, algo que Moisés prevê que subsistirá depois. Agora que o sacrifício devia ser feito apenas em um santuário central, faz-se uma distinção entre os holocaustos e o sacrifício de animais para alimentação (v.15-28).
Quando se comia a carne de um animal abatido em uma cidade, não era necessário observar as leis da purificação cerimonial, porque a carne de um animal abatido podia ser considerada dentro da mesma categoria que a de um animal de caça. Mas não podiam comer o sangue.
O dízimo ou as coisas consagradas (v.17,18,26,27), que, por direito ou por dedicação pertenciam ao SENHOR, deviam ser comidos no santuário central.
O v. 19 advertia que eles não se descuidassem dos levitas, que viviam das ofertas trazidas pelo povo. Eles não tinham terras de sua propriedade, exceto os lugares a eles reservados ao redor das cidades levíticas, que eram terrenos muito pequenos se comparados à grande extensão de terras de que dispunham as outras tribos.
Qualquer ato de prostituição sagrada era considerado abominável ou repugnante ao SENHOR. O mesmo se dava com o sacrifício de crianças pelo fogo.
E a lição que tiramos é a frase do último verso, na qual o Senhor diz: “Apliquem-se a fazer tudo o que eu ordeno a vocês”.